Esqueça o multiverso da Marvel. O verdadeiro caos acontece em laboratórios onde cientistas passaram as últimas duas décadas criando clones de clones, de clones… de clones. O objetivo? Descobrir se uma cópia da cópia acaba virando um arquivo corrompido ou se a vida simplesmente segue o baile.
Tudo começou com a famosa ovelha Dolly, que provou que era possível “xerocar” um mamífero. Mas a dúvida que restava era: e se a gente clonar a xerox? Será que a ovelha número 10 vai nascer com cara de erro de impressão ou sofrer de velhice precoce?
Um estudo épico de 20 anos acompanhou linhagens de camundongos e ovelhas (incluindo as “irmãs” da Dolly) para entender o desgaste genético. A teoria era que os telômeros — as pontinhas dos nossos cromossomos que ditam o envelhecimento — iriam encurtar a cada nova geração de clones, transformando o bebê clone em um “velho” recém-nascido.
Para a surpresa de quem esperava um apocalipse genético, os pesquisadores descobriram que, se o processo for bem feito, os clones de clones podem ser tão saudáveis quanto o original. Em alguns casos, a linhagem chegou a 25 gerações de clones sucessivos sem sinais de degradação. Ou seja: a natureza tem um botão de “reset” biológico muito mais eficiente que o do seu Windows.
Basicamente, os cientistas criaram uma fila infinita de ovelhas idênticas apenas para provar que, no nível celular, ninguém é insubstituível. Nem mesmo o original.
No fim das contas, a ciência provou que você pode ser uma cópia da cópia e ainda assim estar na sua melhor forma. O que é uma ótima notícia para quem sempre quis ter um exército de si mesmo para pagar os boletos enquanto tira um cochilo. Só falta combinarmos isso com a ética, mas aí já é outro departamento.
